sábado, 4 de abril de 2009

Portugal, a cultura religiosa.

De todas as colunas escritas até agora, vocês lembram quantas eu comentei sobre a igreja, a cultura religiosa, as catedrais os parques e monasterios católicos,ligado a arquitetura toda medieval e romana a ponto de ser ortodoxica,então foram muitas. Pois bem isso demonstra um pouco da tradição religiosa, senão a européia de modo geral; o cristianismo foi de fundamental importância na história e nas influências sobre as pessoas que até hoje apresentam esses traços de conservadorismo e ortodoxismo. A princípio quando chegamos em Braga, já no começo notamos a diferença das pessoas, o semblante fechado no qual difícil se vê um sorriso voluntário, embora nao entendendo, busquei me informar o porque nota-se essa diferença ja a primeira estância, e encontrei, descobri então que os muitos anos de monarquias e reinados que existiam na península ibérica (modelo esse que impõe uma ordem e o povo precisa acatar, visto que não tem voz ativa na gestão do reinado) influenciou no modo e na característica de todo um povo. As pessoas uma vez acostumadas a não falarem ou a ficarem de certa forma ocultas a uma sociedade, levam tempo para ficarem mais abertas, e com um modelo tradicional de família e conceitos sociais dificultou ainda mais essa mudança social. Na região de Braga ainda mais, visto que apenas a cidade consta com mais de 400 igrejas e capelas em todo o seu território, ou seja considerando a população de Braga, sendo em torno de 200 mil habitantes, temos uma igreja para cada 50 habitantes, o que mais ou menos podemos entender o grande poder que a igreja católica tinha em todo um povo. Bom, descendente de família católica e católico praticante, decidi devido a proximidade e a oportunidade de um feriado que tive, ir para Fatima, uma pequena cidade localizada perto de Coimbra mais ao sul de Braga e em direção de Lisboa. Mais objetivo possível, o local onde apareceu Nossa Senhora de Fátima para os três pequenos pastores, um local abençoado que em companhia de meus amigos João e Luciana, ambos brasileiros ( e a Luciana uma amiga minha do Clube Rotaract de Joinville, uma bela visita que tive aqui em Portugal)seguimos em uma manhã super fria , destino a Fátima, era uma emoção, um sentimento todo especial, descobri aí que emoção e sentimentos belos descobre-se e surge nas pequenas coisas, apenas em uma viagem de duas horas de Braga a Fátima passei por lugares muito bonitos e fantásticos com características próprias que de certa forma personalizam e tornam ímpar o lugar. Chegando em Fátima, de primeiro se asemalha muito com Aparecida em São Paulo, mas logo mais adiante nota-se a diferença, a basílica da lugar a uma igreja menor que a nossa matriz em São Bento, porem com um pátio gigantesco, (mais lembrava uma pista de um aeroporto) para quando for celebrado missa festiva ou celebrado por celebridades como os bispos ou até mesmo o Papa, todos os peregrinos possam ter visão plena das arquiteturas da Basílica. A 13 de Maio de 1917, três crianças pastoreavam em um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.
Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco.Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões de peregrinos. Os irmãos Francisco e Jacinta falecerem ainda criança, e Lucia, seguiu vida religiosa, falecendo em 2005 (site oficial de Fátima).

Estar em um local assim foi indiscritível, conhecer toda a história, as lembranças e presentes por milagres concedidos,vindos de todas as partes do mundo foi muito emocionante. Chegamos em frente a capela construída no local da primeira aparição, logo em seguida fomos no museu das coroas de Nossa Senhora de Fátima, local super protegido e muito importante para a segurança de objetos e documentos muito interessantes sobre as aparições e relatos de pessoas que também participaram da construção do templo e tiveram a história mais presencial. Está nesse museu a bala do revólver que sem escrúpulo nenhum foi lançado na Vossa Santidade Papa João Paulo II (In Memorian) em um atentado que ele sofreu.
Passamos o dia todo em Fátima e antes de seguir pra Lisboa, parei e fiquei observando: conclui então, que todos temos problemas mas, quando temos fé em algo superior a nós, encontramos força para seguir em frente e amenizar ou "desproblematizar" as coisas. Notei naquele lugar então,algo diferente que me deixava feliz e de bem com a vida,enfim uma grande sentimento de bem estar agradável, uma paz interior . Deixamos Fátima e seguimos adiante.

Lembranças Lusitanas.

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